ÉBRIO GALANTEADOR
Quem bebe chama atenção
E se faz galanteador,
Valente igual ao leão,
Depois, palhaço do amor;
Na sequência, é prosador,
Multiplica o brinde em taça,
Vira alvo de chacota e graça,
Sem controle da memória,
Vai afundando na história
No delírio da desgraça.
Quem bebe perde o juízo,
Troca a luz pela ilusão,
O prazer vira prejuízo,
Quando escraviza o coração.
Quem bebe perde a razão
Sem poder justificar
O estranho comportamento
Que demonstra em qualquer bar;
Porque tenta comemorar,
Fugindo da dura lida
Que exige tanto da vida;
A bebida é um vil veneno,
Mesmo em copo tão pequeno,
Deixa a alma dolorida
Quem bebe perde o juízo,
Troca a luz pela ilusão,
O prazer vira prejuízo,
Quando escraviza o coração
Quem bebe perde a noção,
De Deus também se distancia,
Sem perceber a bênção
Que ilumina cada dia;
Na embriaguez desafia
Os caminhos do progresso,
Compromete o próprio acesso
À conquista almejada,
Pois a luta equilibrada
É que conduz ao sucesso.
Quem bebe perde o juízo,
Troca a luz pela ilusão,
O prazer vira prejuízo,
Quando escraviza o coração.
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Josias Moreira de Alcantara
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