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QUE SAUDADE DO ABRAÇO - 258

20 de out.
1 min de leitura

Abraçar-te eu quero agora,

Para sentir-me abraçado,

Sem sofrimento ou demora,

Como faz o namorado

Que se sente abandonado

Do abraço, por ser capaz

De integrar o amor em paz

E adornar, dentro da alma,

O regozijo da calma

No abraço que se compraz.

 

No abraço nasce a vida,

Cura a dor e acende a paz;

É chama sempre sentida,

Que falta quando não há.

 

Abraçar-te, quem me dera,

Fosse um toque abundante,

Transcendendo a nova esfera

De um contato doce e amante,

De corpo e alma, constante,

Junto às delícias do fado

Que me fez enamorado

Do querer-te com prazer,

Sem medo de me perder

Neste abraço versejado.

 

Quando o abraço me chama,

Tudo em mim quer renascer;

É fogo que nunca apaga,

É força de pertencer.

 

Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo

 

 

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Josias Moreira de Alcantara

 
 
 

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