O SORRISO DO LAGARTO - 327
O SORRISO DO LAGARTO - 327
O sorriso do lagarto
No Brasil tornou-se pleno;
O povo vive bem farto
Com o crocodilo pequeno.
De verdade, tão pequeno,
Assuntando a narrativa
Que há muito segue à deriva,
Sucumbindo à fantasia;
E o lagarto, em tirania,
Da semântica se esquiva.
Sorriso que engana o povo,
Sorriso que mente de novo;
Mas quando a verdade chega,
Todo esse teatro se nega.
O sorriso, se é forçado,
Destrói o senso e a verdade;
Ele esconde o bom soldado
E até sua dignidade.
O sorriso, com maldade,
Tem tempo para morrer,
Pois não consegue prender
A atenção de um povo heroico;
Já que o riso paranoico
Crápula, perde o poder.
Sorriso que finge grandeza,
Sorriso que esconde a fraqueza;
O povo que luta e desperta
Mostra que a justiça é certa.
O sorriso emoldurado
Do sarcasmo e da imprudência
Mostra ao povo um vil legado
De corrupção e indecência.
E por tanta negligência
Ficou claro que não presta
Para governar — nos resta
Tirá-lo nesta eleição;
No voto, dizermos: NÃO,
Acabou a sua festa.
Sorriso que tenta enganar,
Sorriso que insiste em reinar;
Mas quando a coragem aflora,
O povo é quem vence a hora.
Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo:
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Josias Moreira de Alcantara
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