O PARADIGMA DO AMOR- 369
Eu tive um sublime amor,
iluminava o meu dia,
era igual ao beija-flor,
repleto de poesia.
Esse amor tinha magia,
era tão belo e singelo,
suscitava no anelo
ser eterno de esperança,
viva fé e confiança,
tudo era lindo e belo.
Esse amor foi bem vivido
por um tempo limitado,
logo foi despercebido
nas lembranças do passado.
Mas será sempre lembrado,
pois a alma não se cura
do romance, da aventura
vivida de forma plena;
para mim, valeu a pena,
nem desejo a tal “cura”.
Quero sim manter a mente
reconstruindo esses traços,
com ternura, docemente,
incubando novos laços.
Entrelaçados nos abraços,
a frutificar o amor,
como o perfume da flor
que embriaga todo o ser,
nascendo para viver
uma vida de esplendor.
Lembranças ficam latentes
nos versos das poesias,
nos momentos tão presentes
de ternuras e alegrias.
São memórias tão correntes
de amores, ensinamentos,
na troca dos sentimentos,
no carinho tão vizinho,
que não se ajusta sozinho,
exige nossos talentos.
Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo
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Josias Moreira de Alcantara
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