METAMORFOSE DO AMOR- 312
Sou nuvem, flor e alvorada — no amor, minha forma é mutável e eterna.
Sou a nuvem que se esconde
De seu olhar sedutor,
A sombra que corresponde
Ao encontro avassalador.
Na dimensão do suor,
Que se expande — frio e imerso —
Na imensidão do universo
Que se abraça à poesia,
Procurando a sincronia
Nos laços de cada verso.
Sou também o alvorecer,
Pleno de sabedoria,
Procurando transcender
Em cada luz que se fia,
Almejando a sintonia
De uma música capaz
De encantar, versando a paz
Que habita na natureza,
Tão repleta da certeza
Do amor que se compraz.
Sou a flor que desabrocha
Em cada noite rainha,
Sou, na vitória, a tocha
Quando a glória se avizinha.
Transformando — sua e minha —
A própria transformação
Da natureza em ação,
Com seu gesto imaculado
A entendermos seu recado
No avanço desta canção.
Sou também o sopro leve
Que te toca sem aviso,
O silêncio que se atreve
A moldar o teu sorriso.
Sou o tempo indeciso
Que se curva ao teu olhar,
Sou o gesto de amar
Na essência mais profunda,
Onde a alma se fecunda
E começa a se entregar.
Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo
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Josias Moreira de Alcantara
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