DESPERTAR DO IDOSO - 334
Sei que isso é tão frequente, Não me perguntem por quê; O idoso vive dormente, Sempre em frente à TV, Sei lá… aprendendo o quê? Com certeza nada aprende, E em pouco tempo se rende, Com seu corpo escravizado Por não ter mais praticado Algo que sempre o surpreende. Move o corpo devagar, Deixa a vida te chamar; Quem se ergue e quer viver Volta a ter o que aprender. Sei que o parente prefere Tirar do idoso a ousadia De tudo aquilo que o fere Ou lhe rouba a alegria; A liberdade porfia, E o corpo fica dormente Sem exercitar a mente. Encurta a vida bem mais, O idoso perde demais De acreditar no que sente. Cada passo é proteção, Cada gesto é direção; Quem se move sente a luz Que a esperança sempre conduz. Sei que ele sente que a vida É vazia, sem lazer; Não há luz, não há guarida No abraço do alvorecer. Acorda sem querer ver A beleza mais simplória, Porque já perde a memória Ao deixar de prosperar; Ele não quer mais cantar Nem comandar sua história. A idade é movimento, Não combina com tormento; Quem se ergue e quer lutar Volta a ver o mundo brilhar. Josias Moreira de Alcantara Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo: https://suno.com/s/7Fawh8APvmHR50Mv De joinha, comente, compartilhe e me siga Josias Moreira de Alcantara
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