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A METAMORFOSE DO CAOS - 302

22 de out.
1 min de leitura

Quando as pernas falham, os pés ficam descalços.

 

Vejo o mundo transformado

De maneira desigual,

E o meu povo encarcerado

Preso em seu próprio quintal.

É um quadro irracional,

Que exige certa atenção,

E talvez investigação

Dessa falsa liberdade

Que se mostra em atrocidade

No comando da nação.

 

Vejo um povo sem a luz,

Sem pensar, sem confiança,

Nos caminhos que Jesus

Trilhou, trazendo esperança.

Sem anarquia ou lambança,

Buscando o brilho da paz,

Num caminho que nos traz

Reconforto em cada lar,

Para podermos sonhar

Com o amor que se compraz.

 

O caos virou nossa pele,

A esperança se desfaz.

Mas quem luta e não se rende

Faz do abismo um novo cais.

 

Vejo promessas sem réguas,

Narrativas sem sentido,

Falácias que ecoam léguas

Por governantes perdidos.

Muitos deles, iludidos

Pela inversão de valores,

No caráter, nos sabores

Dos alimentos fatais,

Que nas mentes nutrem mais

Do que seus falsos temores.

 

Vejo o sol a se esconder,

A lua brilhar opaca,

Vejo o mundo a se prender

No discurso de um babaca,

Com a mente muito fraca

De valores e atitudes,

Mostrando falsas virtudes

No modo de governar,

E nos vemos a afundar

Com tantas vicissitudes.

 

O caos virou nossa pele,

A esperança se desfaz.

Mas quem luta e não se rende

Faz do abismo um novo cais.

 

 

Escute a poesia musicada, clicando no link abaixo

 

 

 

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Josias Moreira de Alcantara

 
 
 

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